2 de junho de 2009

Hooker's Day!

Hoje, 2 de junho, é Dia Internacional da Prostituta. Não é brincadeira, não é picardia, não é invencionice minha. Tá lá no calendário, oficializado, homologado e determinado pela ONU. A putaria toda começou no dia 1 de junho de 1975, quando 150 distintas senhoras ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França, protestando contra multas e detenções em nome de uma guerra contra o rufianismo - os cafetões que tiravam proveito das pobres - e exigindo que seu trabalho fosse considerado tão útil à França como outro qualquer. O movimento se ampliou para outras cidades, onde colegas suas também entraram em greve, promovendo um apocalipse sexual mundo afora. No dia 11 de junho, às cinco horas da manhã, na igreja de Saint-Nizier, elas foram expulsas pela polícia debaixo de tapa, e então decidiram criar a Associação de Prostitutas Francesas, até então só existente em Coyote, também na França, e em São Francisco, nos Estados Unidos, como entidade organizada com competência para denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades que sofriam, declarando, ao mesmo tempo, o dia 2 de junho como o Hooker's Day.

E hoje a profissão - isso, profissão - tá lá na Classificação Brasileira de Ocupações, item 5198-05, do Ministério do Trabalho, com toda uma série de diretrizes, direitos e deveres. Alguns são bem curiosos. Sobre as condições gerais de exercício da profissão, o Ministério esclarece que as profissionais dessa área “trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, porto, rodovias e em garimpos. Atuam em ambientes a céu aberto, fechados, em veículos, sempre em horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostas à inalação de gases de veículos, a intempéries, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda riscos de contágios de DST, maus-tratos, violência de rua e morte”.

Também é dito que "o pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência”. Ou seja, tem que fazer um estagiozinho durante o ensino médio pra se dar bem na vida, pois o acesso à profissão só é liberado aos 18 anos. Sobre as competências pessoais, segue a listinha das aptidões que a moça necessita ter:

1. Demonstrar capacidade de persuasão (pra convencer o bicho a subir?)
2. Demonstrar capacidade de expressão gestual
3. Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas (mesmo se o cara curtir ser enrabado com roupinha de coelhinho)
4. Agir com honestidade
5. Demonstrar paciência
6. Planejar o futuro (sério, isso?)
7. Prestar solidariedade aos companheiros ("olha, querido, relaxa. Você ainda teem... 20 minutos")
8. Ouvir atentamente
9. Demonstrar capacidade lúdica
10. Respeitar o silêncio do cliente (apenas atentar para o caso dele ser um psicopata)
11. Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira (tem que saber se virar em qualquer língua)
12. Demonstrar ética profissional
13. Manter sigilo profissional (vai, Mata Hari)

No tocante ao atendimento de clientes:

1. Preparar o kit de trabalho (preservativo, acessórios, maquilagem)
2. Especificar tempo de trabalho
3. Negociar serviços eróticos
4. Negociar preço
5. Realizar fantasias eróticas
6. Cuidar da higiene pessoal do cliente
7. Fazer streap-tease
8. Fazer carícias
9. Relaxar o cliente com massagens
10. Representar papéis
11. Inventar estórias
12. Manter relações sexuais (é, e não encerra-las no meio)
13. Dar conselhos a clientes com carências afetivas ("volte sempre!")
14. Prestar primeiros socorros (peraí, sem fantasia de enfermeira também?)

O texto oficial ainda fala sobre como “Batalhar Programas”, onde preconiza:

1. Agendar a batalha (dependendo do cliente, deve ser uma guerra mesmo)
2. Produzir-se visualmente
3. Aguardar no ponto (esperar por quem não ficou de vir)
4. Seduzir com o olhar, encantar com a voz, seduzir com apelidos carinhosos ("ôti, que coisinha mais linda de mamãe") , conquistar com o tato, envolver com o perfume
5. Oferecer especialidades ao cliente (um cu?)
6. Reconhecer o potencial do cliente
7. Dançar para o cliente
8. Satisfazer o ego do cliente (mesmo que ele não seja assim tão grande)
9. Elogiar o cliente

Brincadeiras à parte, talvez o maior vilão das companheiras seja a hipocrisia, até mesmo daqueles que regularmente se utilizam de seus serviços. Ora, todos sabem da importância dessas moças na formação sexual de uma parte monstruosa dos adolescentes. E até para aqueles que permanecem clientes até hoje. É preciso acabar com a discriminação, pois se elas existem, hoje, é porque há a demanda para tal.

Então é isso. Viva a putaria!

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26 de maio de 2009

Manifestóóóóóóannnnn...

Em todo círculo social que se preze, algumas figurinhas tarimbadas têm de existir. Elas são tão clichês, mas tão imprescindíveis para o funcionamento e o andamento das coisas, que tornam-se praticamente inseparáveis da txurminha. 


Em todo círculo social com média de idade entre 22 e 25 anos, com dois pontos percentuais para mais ou para menos, existe:

1) O comedor. Canalha, mas gente boa com os homens, e rolão com as mulheres.
2) A puta. Dá pra todo mundo, e vive fodendo todos, não-literalmente.
3) A maconheira. Vive em Nirvana.
4) O cara legal que todo mundo gosta, mas que não come ninguém. Mas é legal.
5) O esquisito. Passa 2, 3, 4 semanas sem aparecer. Quando surge, é a maior festa. Ou não.
6) O sábio. Mesmo tendo a mesma idade, exerce a função de oráculo. Também não come ninguém.
7) Diversos.
Essas personagens são constantes. Por exemplo, o comedor tem a lábia, morô? Chega 'xeganu' e ninguém passa imune à sua presença. Consegue atrair olhares com um mero sorriso. Todos, de vendedores de pastel, bichas, mulheres, até os amigos ficam hipnotizados com a canalhice boa praça. Só não dê pra ele.

A puta é,  geralmente uma pessoa apreciável até você conhecê-la na intimidade e, justamente por ter dado para quase todos, quando um novato entra no grupo (claro, sabendo que ela é a puta) se chega todo, e sempre acha que a mesma tá dando bola pra ele. Ainda bem que inventaram aquela comunidade do Orkut chamada "Sou legal, não tô te dando mole". Todo mundo sabe quando a puta dá pra alguém, porque ela faz questão de demonstrar através de decodificações putais, como rir alto e soltar indiretas tão claras, justamente pra todo mundo saber que passaram no corrimão noite passada. Não se engane: Puta não é uma coisa boa. Essa qualificação engloba muita coisa, campeão.

A maconheira é uma graça. Boa praça, afinal, suas preocupações são muito bem mascaradas através dos entorpecentes. Se embebeda de felicidade com coisas incríveis, como um Poodle Champagne que passa pela calçada, ou coisas sinestésicas afins, feito seu reflexo no vidro sujo da janela. 

O cara legal é o mais fácil de exemplificar. Já viu algum filme de Faculdades da Califórnia, que passa no SBT? Pronto. Próximo.

O cara esquisito desaparece pelas sombras. Quando olhamos, ele sumiu. Sua presença faz falta por justamente dar o 'molho' que falta no caldeirão comportamental da txurminha. Por isso, odes são urradas quando sua silhueta surge no horizonte. Vale a pena esperar.

O sábio. Dá conselhos de parachoque de caminhão, e é exaltado por essa qualidade memorável. É pseudo-cult, quando na verdade, tem inveja do canalha.

A psicologia dessas personagens é manjada e muito fácil de decifrar. Em qualquer sociedade você pode encontrá-los, Sherlock.

Os diversos são irrelevantes. Não perderia meu tempo falando deles.


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14 de maio de 2009

Whom to marry or not to marry

"One of the greatest causes of unhappiness, nay, misery, in the world, is the steady adherence to the superstition that two young people who feel, when in each other's company, the sexual excitement that is so often mistaken for love, must marry. It is folly for which thousands upon thousands are constantly paying a most fearful price. Love! Why, love means self sacrifice. It means wisdom. Many a man for love has remained a bachelor all his life.


Nature has decreed that certain dispositions will antagonize certain other dispositions. Marriage is often so hasty that these faulty dispositions are not discovered until after marriage, when it is too late to retreat, no matter how much it may be desired.

1st. Two people of similar complexion and temperament should never marry. If they do it will prove a failure.

2nd. Two tall, slim people or two short, heavy-set people should not marry.

3rd. A nervous, fidgety person should never marry another nervous person.

4th. A man should never marry a woman who is given to finding fault, or who is peevish and "cranky" or who scolds her little brothers and sisters.

5th. A woman should never marry a man who is naturally inclined to be arrogant and cruel, or who is inordinately selfish.

Don't marry a girl whose chief aim in life is dress; who hangs around dry goods or millinery stores like butterflies around a gorgeous flower.

To dress extravagantly is a blot upon any woman's character. When the activity of the mind is taken up with finery the soul grows pinched and lean, the mind fails to develop, and such a woman cannot make a decent partner for any sensible man.

So, too, should no girl think of accepting any young man for a lover who is addicted to the use of liquor, or who spends his money in speculation or in fast living. Shun such as you would for an idiot or a fool.

The most important of these is the keeping alive and at its best the sexual desires. This is the highest part of your nature and should be held sacred. Constant or uninterrupted indulgence is sure to destroy its enjoyment and destroy the happiness for both."

Vitalogy
E.H. Ruddock, M.D.
1899

Transcrevendo um conversa que rolou dia desses. Sim, é sobre casamento, estúpido. Excetuando todas as exceções propostas por Ruddock, ainda insisto: por que, ainda assim, as pessoas casam? Falo da cerimônia, de todo o ritual que permeia a união entre uma otária e um mané. Eu acredito piamente que um casal pode se dar bem e viver junto pro resto da vida. Sem casamento.

É porque, veja bem, casamento é uma convenção, e toda convenção é burra. Quem escolhe seguir a trilha do namoro-noivado-casamento-filhos está fadado a um final infeliz, por esse motivo mesmo. Namoro-noivado-casamento é um script, dos mais safados. Um roteiro de drama imbecilóide, cheio de percalços, onde no final, alguém vai: a) levar gaia; b) morrer ou c) levar gaia e morrer. Porque foi assim que escreveram. Casamento é o início da separação. Porque as pessoas teimam em casar por outros motivos que não o gostar puro e absoluto. Casam porque Fulano é filho de Fulano Pai, que é rico e vive na alta; porque Beltrana é uma tabacuda incapaz de matar uma mosca, daí Fulano pode deitar e rolar em cima, embaixo, pela prente e por trás dela; porque Fulano e Beltrana são tão feios que jamais encontrarão qualquer outro otário/otária que os queiram; porque tanto Fulana e Beltrana acham que é normal brigar durante o namoro e que tudo vai passar quando casarem. Lógico.

Mas o motivo mais absurdo é casar porque já namoram há muito tempo, como se por acaso o casamento fosse alguma espécie de prêmio por tempo de serviço.

- Fulano já tá namorando há uns 7 anos. Tá na hora de casar, já.
- É mesmo, visse? Fica enrolando a menina.

Enrolando a menina? Ah, caralhos. E homem tem culpa se mulher tem essa idealização por casamentos, que nada mais é que um desejo feroz de vestir uma porra de um vestido branco, véu e grinalda para posar para as fotos que ilustrarão o álbum que será o centro de toda atividade social dela durante 1 ano, enquanto o marido fica grunhindo no sofá da sala como resposta para cada pergunta que ela faz terminada com "não foi, amôô?" para atrapalhar o futebol? O homem, em sã consciência, não possui a natureza casamenteira. Eles casam por pressão da própria companheira ou pela ala feminina da família desta, um bando de mal-amadas que se deu mal dicumforça em suas singelas tentativas de laçar seus lisos maridos.

Mulheres vivem no mundo daqueles livros tipo Júlia, Sabrina, saca? Aqueles que ninguém compra nas bancas, nem as próprias. Homem não tem o menor saco pra isso. Depois de um tempo, perdem o interesse na história como quem zera um jogo de videogame. Aí largam o controle de lado e vão procurar outro pra zerar. Casamento sufoca. Só o nome já sufoca. Amarrado. Enforcado. Morto. Isso assusta o homem, que acredita em metáforas. Daí, quando ambos percebem que a coisa está por um fio, fazem um fio. Porque o pirralho será a desculpa universal para qualquer resfriamento, falta de tesão, cansaço que venha a assolar o casal.

- Querida, tás muito a fim de uma trepadinha não, né?
- Ah, nãão, querido. Morta de cansada. O bebê me sugou toda.
- Opa, beleza. Até amanhã.
- Até, amô.
- (Ufa!)
- (Ufa!)

Quando um casal não se casa, não tem laços com a igreja ou família ou qualquer outro empata-foda, a coisa flui sem pressão, sem agonia. Mas isso é coisa de quem tem cabeça aberta. De quem gosta de privacidade e topa morar cada um em sua casa ou seu quarto, ao invés de dividir o mesmo espaço prisional eternamente. Isso evita rusgas e excesso de intimidade desnecessária. Sem contar os gastos que uma festa de casamento propicia aos pombinhos. E quem menos aproveita são eles, coitados.

No final, fica a sugestão: corra do altar. A mulher que te propor isso, com direito a festa pomposa e dispendiosa, certamente é uma idiota.

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10 de maio de 2009

Família, ê.

Dia das mães.  Reunião familiar com aquelas pessoas que tem o tal do DNA parecido com o teu, mas que, fora isso, são totalmente diferentes, passíveis de você gostar, ou não.

A avó imensa, 120kg e beata. O avô, com 50kg e ateu. O tio gago, o tio que fala muito rápido e ninguém entende nada. A tia que toma duas doses e acha que é Fafá de Belém. O agregado familiar que baba o ovo de todo mundo, para continuar sendo o agregado familiar.

O metido a merda de 22 anos, anti-social e que só fala com outros renegados familiares. Principalmente os cunhado(as). É isso. Ele se sente um CUnhado.

Muita comida, e o tio gago contando piadas sensacionais. 13º andar do prédio e não venta. 

Enquanto isso, a neta de 4 anos corre, escorrega, cai e mete a cara na estante. Comoção.

O metido aproveita para comer mais mousse de... De algo doce. Muito boa.

Geralmente, nessas festas, tem aquele que bebe demais, e aquele que finge que bebe, e passa 6 horas com a mesma dose, fazendo água, literalmente, enquanto os outros caem de bêbados. Ele tá lá, e diz, de modo brilhante, que os outros não aguentam nada de álcool. São uns fracos.

O agregado fica o tempo todo ao lado dos petiscos. Não se dá pra competir sem chamar atenção. O negócio é atacar mesmo. Um presunto duríssimo, que vem com um palito enfiado. Ele vem enrolado, dentro dele há um recheio de queijo. O queijo é esfarelado. Quando se força o presunto no palito, para que pelo menos metade entre em sua boca, o palito quebra e o queijo voa pela sala.

O agregado sai de perto, para que não tenha sua imagem associada ao desastre do presunto duro.
O metido fica ainda mais anti-social. Foi derrotado pelo presunto. Melhor ficar nos chocolates industrializados e a mousse-sem-nome.

Enquanto isso, o tio gago segue relatando como sua filha - linda - de 15 anos está namorando com um rapaz. O tio gago fica revoltado quando percebe que a "bermuda do rapaz estava parecendo uma lona de circo". Hormônios, tio Marcos. Hormônios.

Sabe quando você sabe que chegou a hora de ir? Que seu tio gago canta "Marina, Marina morena" ? E sua tia, com uma voz de torturadora SS, canta "Perfídia"?

Melhor encarar os bêbados do Piedade (Cde. Boa Vista)


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2 de maio de 2009

Urrr!! (onomatopéia de grito libertador)"

Engraçado como o grito de liberdade surge nos mais nefastos e improváveis locais. Em momentos complicados, como os de uma grande decepção lúdica. Os onze que você mais confiava, apesar de não guardarem nenhum segredo entre si, estavam te decepcionando. E você lá, fazendo das tripas coração para ajudar. Como se pudesse, mas os delírios da mente são lindos. Gritando, perdendo a paciência e o mínimo de sanidade que ainda lhe restava. Foi esse o ponto chave. Foi esse o estopim. Estopim, como o assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando, ou o bombardeiro dos navios brasileiros por submarinos alemães. Estopim.

A pessoa, que deu fora em você por 2 longos meses, sempre te esnobando, ou simplesmente te cozinhando em um banho-maria tão perceptível que dava vontade de chorar de tristeza e enojamento. Mas a pessoa te ligou na hora errada (soa como frases do Steven Seagal).

Depois de tanto esnobar, você se deu valor e desistiu. E ela tornou a ligar. Ligou, repito, na hora errada. Ligou quando um dos onze falhou num projeto crucial. Ligou no preciso momento. Arrumou problemas.





"O que é que você quer? Porque não vai tomar no c* ?"

A frase é repetida quarenta e quatro vezes, como o poema do cão arrependido, do Chaves. Ninguém entende, mas pela seriedade do desabafo, todos julgaram que ele estava certo. Ninguém diria o contrário, claro.

Os onze parece terem se contagiado. Cumpriram o projeto à risca.

Vai, esnoba agora.

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A moda vai, Mars Volta.

Minha Senhora, por esses dias, insistiu que queria mudar o visual. Como referência, ela usou a atriz Zooey Deschanel. Vendo algumas fotos, até que achei a moça bonita e sinalizei positivamente para as vontades d'Ela. Só que depois fiquei encucado, pensando brancadenevemente: "essa doida parece com alguém só que eu não tô lembrando quem". Passaram-se os dias, minha Senhora torou a franja e ficou uma graça, graças a Deus. Aleluia? Ceerto. Só que eu ainda fiquei noiado, achando que minha mente ia pensar merda.


Depois de muito ouvir Mars Volta, foi que eu lembrei. A pobre Deschannel, infelizmente, poderia se passar pela irmã do Cedric Bixler-Zavala, o entusiasmado vocalista da banda. Até a franja, impressionante. "Esse cara deve ter tido a mesma inspiração que Ela. Chegou no hair designer dele e mandou 'bróder, tora essa franja pra ficar igual à Zooey'". Felizmente, fica linda nela e uma merda nele. Mas ainda assim, os traços dos dois são parecidos e até o olhar é semelhante, e isso me perturba bastante. Fico com medo de achar ela bonita - e, de fato, ela é - e pensar o mesmo do Cedric, mesmo ele sendo feio pra caralho.

Mas, o que é bonito num homem, pode ser feio numa mulher. Taí, pra ninguém ver que eu tô mentindo.


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30 de abril de 2009

CHEmania

Filme do Che. Alvoroço do povo de esquerda, nova e velha guarda, autênticos ou de modinha. Alegria esparrenta da pirralhada, que agora descobriram o nome do cara que estampa suas camisetas, boinas e bottons. Vão até se surpreender ao ver que o cara é argentino e que, NÃO, ele não foi presidente de Cuba.

Vão ficar fascinados com a postura cheia de moral de Neston. Em como ele manda na coluna dele (não a cervical) com charme e autoridade. Caralho, ele era médico?! Impressionante. Médico, guerrilheiro, presidente de Cuba e guitarrista virtuoso (é, melhor não falar que ele não era de banda nenhuma, pra não causar decepção).

Espero que não fiquem assustados com a vida de guerrilheiro apresentada no filme. Velho, os caras tão no meio da selva e NÃO COMEM! Digaí, que absurdo! Não tem uma McDonald's, miguxão! Os caras comiam cobra, morcego e lagarto. Tá achando ruim? Saca. Não tinha internet, orkut e MSN! Vida dura, hein, companheiro?

Fato estranho: ninguém aparecia usando camisa com a cara de Che. Que coisa. Não, o cara do filme não é exatamente Che. O verdadeiro já morreu. Sério, em 1968. Mas que parece, parece, né? Ah, e não esqueçam que Che não foi o campeão da Revolução. Teve um carinha por trás disso tudo, um estrategista feladaputa, um tal de Fidel.

Galerinha, segurem o choro, tá? Ele só morre no segundo filme. E a música no final do filme não é de Manu Chao, não. É Sílvio Rodriguez. E caso queiram baixar pra ouvir no celular "a música do Che", o nome é "Fusil Contra Fusil".

Acho que vocês tem que endurecer, mas não percam a ternura jamais. Vocês são umas gracinhas, assim.

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